Acho difícil encontrar outro escritor brasileiro impregnado da universalidade de Marco Lucchesi. Parece haver compreendido desde cedo, em toda a sua amplitude, o conselho de Tolstoi: “Para ser universal, basta cantar a sua aldeia”. Lucchesi cantou muito mais do que a sua aldeia, tendo passeado ao longo de sua carreira literária por fascinantes caminhos da Europa e do mundo árabe, cujos mistérios parecem tocá-lo profundamente. Porém, sem jamais perder a identidade e o vínculo com a terra que o entreteu, como deixou claro nos agradecimentos ao final de seu discurso de posse na ABL ao lembrar o apoio dado, no início de sua jornada, por Alberto Torres, de O Fluminense, jornal em que publicou seu primeiro artigo, aos 15 anos.
A intelectualidade fluminense prestigiou em grande número e incontido júbilo a posse de Lucchesi na ABL, na última sexta-feira. Lá estava Carlos Mônaco, acompanhado de Roberto Kahlmeyer-Mertens, organizador do livro Conversações com intelectuais fluminenses, com depoimento do próprio Lucchesi, a ser lançado brevemente pela Nitpress. Presentes também Nina Rita, proprietária do jornal O Fluminense; os presidentes do Cenáculo Fluminense de História e Letras, Júlio Vani, e da Academia Niteroiense de Letras, Márcia Pessanha; o artista plástico Israel Pedrosa e João Cândido Portinari, curador da obra de seu pai, o grande Portinari; e vários outros jornalistas, escritores e artistas.
Registro a seguir alguns momentos daquela noite marcante, vários deles clicados por Aldo Pessanha. Outro registro fotográfico da noite, mais completo do que este, pode ser visto no ótimo blog Literatura-Vivência, de Kahlmeyer-Mertens. Recomendo, ainda, a leitura do artigo de Faustino Teixeira sobre Lucchesi no blog Diálogos.
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