domingo, 5 de junho de 2011

Vale a pena escrever?

Cunha e Silva Filho

Até hoje, não sei ao certo (quem há de?) se todo esse esforço de quem escreve serve para alguma coisa. Naturalmente, estou falando da escrita literária em qualquer gênero.
Mundo cansado, pessoas cansadas, tudo leva ao cansaço, inclusive do tédio da vida que se enche cada vez mais das imperfeições inerentes à condição existencial. Olho ao meu redor. O que vejo ou escuto: a falência de quase tudo que faria da vida uma porta do paraíso: guerrilhas no Oriente, terremotos, matanças covardes, sistema econômico-financeiro sobre o qual sempre paira uma ameaça de piora, de estado de incerteza, de ansiedade entre quem compra e quem vende. E mais e mais: inversão de valores, domínio do ter sobre o ser – velha questão filosófica da humanidade - ainda decisiva em tempos atuais.
O saldo das notícias boas é bem desproporcional em relação ao gigantismo das notícias ruins. Assim, descubro algo que não me é nada agradável constatar: o viver passou para algumas pessoas a ser uma espécie de fardo que nem as auto-ajudas ou análises de diferentes correntes psicanalistas conseguem amenizar, nem mesmo as religiões ou a ausência delas. Nesse estado de consciência pessoal, pois é bem provável que esteja acometendo uma fatia menor de indivíduos, o ser em agonia encaminha-se inexoravelmente para a solidão, o “emparedamento” e aí a solidão se torna pouco propícia ao desejo da criação, da invenção, da produção nos diversos campos da inteligência, sobretudo no domínio estetico.
Sabemos que a criação artística tanto pode se originar do sofrimento quanto da felicidade. Porém, há outros componentes que afastam estas duas possibilidades e, ao afastá-las, as impedem de amadurecer, o que seria o estágio próximo de sua transformação em obra literária. Assim como há outras atitudes de artistas, seja de que ramo artístico for, de, num ponto determinado de sua carreira, apenas confessar simplesmente, como o fez uma escritora norte-americana: “ “Cheguei à conclusão de que a vida é mais importante do que havia pensado que a arte fosse. Se a arte me tomou tanto tempo, sinto que a vida é melhor, é tudo que me importa agora”. Desta forma, abandonou em definitivo sua carreira de grande escritora.
No Brasil, há o caso de Radauan Nassar, autor de talento com o seu romance Lavoura arcaica, que deixou a literatura para se dedicar a uma atividade prática. Há outros exemplos semelhantes ao dele, como há também autores que, só longo tempo depois, já aposentados, que resolvem escrever alguma obra.
Continuar escrevendo ou deixar de fazê-lo, ficaria assim, dependendo de uma decisão íntima, até inexplicável ou inconfessável. Entendo que o ato da escrita só vale a pena na medida em que essa atividade dê prazer ao leitor ou o faça pensar melhor, ou lhe abra caminhos de um consciência crítica que ao mesmo tempo seja acompanhada de cumplicidade com essa ação persuasiva, ou seja, escrever algo que mereça esse empenho.
Escrever é o ato mais pessoal que possa haver entre a pessoa do escritor e o público que o lê. Ato, portanto, de exposição, de desnudamento em certos sentidos. Nunca, no entanto, pode ser meramente gratuito, narcisista, auto-centrado. Ao contrário, a escrita é um fenômeno que se produz e carrega em si um elemento fundamental - o desejo de ser aceito, de ser julgado honestamente, sem o qual sua importância se esvazia. É da aceitação, do feedback, do estímulo que vive o escritor. Não haveria escritor que não desse atenção a esse elemento ainda quando esse artista da palavra seja um ser em desespero material ou espiritualmente considerado.
A escrita, e aqui aludo à de natureza ficcional, necessita desse estado permanente de transmitir mensagens, quer através de suas visões da existência proporcionada pela narrativa ( o mundo e tudo o que o cerca e dele faz parte, o Cosmos), quer pelo mergulho denso no mundo interior e exterior dos seus personae, quer, enfim, de também sentir as pulsações (tão necessárias) do leitores. A recepção lhe é vital. Essa vitalidade vem justamente das ressonâncias positivas do leitor.
Não existe escritor que escreva para si mesmo. O ato da criação artística é essencialmente social, interativo, gregário naquele sentido de que o fenômeno estético opera num espaço comunicativo regido pela transitividade, espaço de interlocução que não sobrevive pela recusa do agente criador diante da vontade soberana da comunhão com o leitor.
Os casos de escritores que não são dados à publicidade são raros e se tornam até matéria de excentricidades. O ato apenas da escrita pressupõe a lógica do diálogo e da mencionada transitividade. A validade da escrita, todavia, sua continuidade ou sua interrupção muitas vezes escapam ao nosso entendimento. Ficará pertencendo aos arcanos insondáveis somente acessíveis ao autor da escrita que se despediu dos leitores.

Centenário de nascimento de Afrânio Coutinho e algumas reflexões à parte

Cunha e Silva Filho

Assisti, ontem, dia 30, a uma homenagem prestada a Afrânio Coutinho numa dos auditórios do Instituto de Letras da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Comemorava-se data do centenário do seu nascimento. O escritor e Membro da Academia Brasileira de Letras nasceu em Salvador, Bahia, em 1911 e faleceu no Rio de Janeiro em 2000.
Foi convidado pelo Departamento de Letras daquela universidade a fim de fazer uma palestra alusiva à data o filho do escritor, Eduardo de Faria Coutinho, professor titular PH.D de literatura comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A apresentação do palestrante coube ao ensaísta e professor Roberto Acízelo de Souza, lecionando hoje na UERJ. Acízelo, segundo relatou no evento, foi aluno de Afrânio Coutinho décadas atrás.
Eduardo Coutinho, por sinal, conhecia de vista nos meados dos anos sessenta quando éramos alunos de graduação no curso de letras da conceituada Faculdade Nacional de Filosofia. Só depois, cheguei a conhecê-lo mais de perto. É pessoa educada e acatado ensaísta e pesquisador na sua área. Fez mestrado e doutorado em universidades americanas de renome. Por conseguinte, ninguém mais indicado para fazer uma exposição sobre o papel sobranceiro que seu dileto pai representou para os estudos literários universitários no país.
Na palestra que de improviso fez (embora tenha afirmado que havia preparado um texto) para um auditório lotado, Eduardo Coutinho revelou abalizado conhecimento da vida profissional do pai e ressaltou, pelo menos, três aspectos que justificariam o respeito e a admiração que gerações de estudantes de letras dispensavam a Afrânio Coutinho. Muitos desses ex-alunos se tornaram também, como o próprio filho, eminentes professores do nosso ensino superior.
O primeiro aspecto diz respeito ao pioneirismo da ação pedagógica exercida pelo critico, historiador literário e ensaísta Afrânio Coutinho ao divulgar, no meio acadêmico-universitário, o chamado new criticism, de procedência norte-americana logo que o crítico regressou ao país e retomou sua atividade docente. Sem dúvida alguma, a novidade de abordagem crítica repercutiu como divisor de águas entre o que os estudos literários eram até então e o que começaram a ser daí por diante.
Com seus estudos realizados na Universidade de Colúmbia, Nova Iorque, aproveitando sua permanência de 1942 a 1947, Afrânio Coutinho pôde entrar em contato com grandes mestres norte-americanos e europeus com os quais desenvolveu sólida formação teórica nos domínios da teoria literária, historiografia literária e crítica literária. Foi lá que conheceu o teórico René Wellek, Roman Jakobson. Com o primeiro fez amizade e manteve correspondência.
Coutinho, como diretor da Faculdade Letras da UFRJ, no final da década de sessenta e início de setenta, convidou, em diferentes oportunidades, aqueles dois scholars a proferirem conferências no auditório daquela faculdade quando ainda se localizava precariamente na Avenida Chile, Centro do Rio de Janeiro.
De posse dessa formação em bases atuais, de regresso ao país, Afrânio Coutinho procurou reestruturar o nosso ensino de literatura e métodos de análises e interpretação da obra literária hauridos nos Estados Unidos. Por certo encontrou vários obstáculos para que suas idéias se materializassem.
Afrânio Coutinho era formado em medicina, porém nunca exerceu efetivamente essa atividade, porquanto sua vocação, ainda quando estudante de medicina, o dirigia aos estudos literários e históricos, chegando mesmo a lecionar, em Salvador, no curso secundário, literatura e história Já em 1941 fora convidado a fazer parte do corpo docente da Faculdade de Filosofia da Bahia.
Sobretudo após a estadia na América, sua carreira docente deslanchou, pois, já em 1947, foi estabelecer-se no Rio de Janeiro quando o nomearam catedrático interino do Colégio Pedro II na disciplina literatura. Em 1951, faz concurso para catedrático efetivo de literatura daquela instituição de ensino defendendo a tese Aspectos da literatura barroca, estudo que lhe deu notoriedade e que, nos anos futuros, o tornaria um respeitado especialista, até mesmo no exterior como citação bibliográfica na conhecida obra Teoria da literatura de René Wellek e Austin Warren e na indispensável obra Teoria literária de Vítor Manuel de Aguiar e Silva.
Em 1951, ainda foi professor da Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette e nela fundou a cadeira de Teoria e Técnica Literária sendo pioneiro na implantação dessa disciplina no país.
Em 1958, prestou concurso para livre docente de literatura brasileira da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil que, depois, passou a denominar-se Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com a livre docência, obteve o título de doutor em letras clássicas e vernáculas. Aposentando-se Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) da cátedra de literatura brasileira da Faculdade Nacional de Filosofia, em 1963, Coutinho tornou-se professor catedrático interino daquela disciplina. Em 1965, Afrânio Coutinho foi aprovado em concurso para professor catedrático efetivo, preenchendo, assim, a vaga deixada por Alceu Amoroso Lima. Sua carreira de professor universitário estava agora consolidada só se interrompendo com a sua aposentadoria em 1980.
É preciso não esquecer que essa ação pedagógica visando a mudar práticas conservadoras no ensino de literatura e na crítica literária no país não se fez pacificamente. Coutinho ganhou desafetos notadamente no âmbito da crítica literária. Sua veemência revestida do propósito de divulgar os princípios e métodos do new criticism não deu trégua a seus opositores. Polemizou desabridamente com Álvaro Lins, conforme se pode ver da leitura do livro No hospital das letras (1963).
Entretanto, tanto Álvaro Lins quanto Afrânio Coutinho constituem duas personalidades de intelectuais que deram uma forte contribuição à cultura brasileira. Por terem formação intelectual diversa, embora fossem contemporâneos cronologicamente, infelizmente, exageraram e cometeram injustiças mútuas no desforço polêmico que só o tempo e o distanciamento poderão ser melhor compreendidos em seus papéis e nas suas respectivas visões crítico-teóricas. Álvaro Lins tipificou um modelo de crítico de formação humanística com um impressionismo original e de grande vocação para o julgamento de obras.
Por outro lado, Afrânio Coutinho representa a reação crítica ao mau impressionismo, sobretudo baseado no chamado “achismo” no julgamento de obras. O new critcism, sem desprezar completamente os aspectos subsidiários da obra, fundamentados no contexto histórico-social-biográfico, desloca a atenção do analista da obra para os seus elementos constituintes, de base supostamente científica, assentados no objeto da análise da obra, ou seja, na autonomia do texto literário que somente o conhecimento teórico pode propiciar ao crítico: a linguagem, o conhecimento interno de que se compõe uma obra, o exame de suas partes, sua visão da vida, suas técnicas suas estratégias, sua formalização em gêneros, suas especificidades estilísticas, ou como resumiria T.S. Elliot, a autonomia do fenômeno literário é o pilar primordial do entendimento da obra ( apud Martin Gray) Quer dizer, ao historicismo prevalente da crítica tradicional preferiu-se a close reading, na qual o texto seja visto como uma estrutura em que as partes formadoras de uma obra permaneçam num estado de “tensão de paradoxo”, ‘ironia” e “ambiguidade”, “palavras”, símbolos, “imagens” (Martins Gray, ibidem)
É bem verdade que, no caso de Álvaro Lins, com rigor, não poderíamos rotulá-lo de “impressionista”, mas de um crítico em permanente inquietação com novas aberturas e perspectivas de tratar o fenômeno literário., i.e., um critico arguto “...muito próximo do modo de ler dos franceses pelo gosto da análise psicológica e moral” (Alfredo Bosi).
Álvaro Lins não abomina o new criticism anglo-americano Ele se indispunha contra o exagero de alguns seguidores dessa corrente crítica, os quais passaram a dar uma sensação de que a obra literária seja um objeto que possa ser dissecado com frieza e excesso de cientificismo, meramente como uma abordagem mecanicista que afastasse o crítico, o professor de literatura, e o leitor do que, mais tarde, já no período pós-estruturalismo, alguns teóricos (à frente Todorov) chamariam de análise dissociada do “prazer da leitura”.
Afrânio Coutinho era homem de temperamento forte e combativo, mas capaz de atitudes reconhecidamente humanas e corajosas – sobretudo quando diretor da Faculdade de Letras nos anos difíceis da ditadura militar. Não poucas vezes lidando com agentes da repressão, sempre que possível, procurou proteger alunos ideologicamente adversários da ditadura implantada ao país.
O segundo aspecto digno de anotação na carreira de Afrânio Coutinho foi seu pertinaz trabalho de educador e de organizador da vida acadêmica universitária. Nesse ponto, seu esforço foi igualmente notável. Conseguiu desmembrar o curso de letras da Faculdade Nacional de Filosofia transformando-o em Faculdade de Letras da UFRJ, com a ajuda, conforme assinou Eduardo Coutinho na palestra, de professores como Celso Cunha, Thiers Martins Moreira e outros. Isso foi uma decisão nova e original no ensino de letras do Rio de Janeiro que provavelmente deve ter se alastrado por outras regiões do país. Em suas muitas viagens ao exterior ( Estados Unidos, Alemanha e França), países nos quais também foi professor visitante, Afrânio Coutinho examinou minuciosamente as estruturas burocráticas e curriculares de cursos de humanidades que resultaram na formação de Faculdade de Letras naqueles lugares visitados. Daí, pois, aquele desejo de aqui implantar uma faculdade de letras.
Claro é que nessa mudança burocrático-administrativa muita coisa deixou, no inicio, a desejar, sobretudo na infraestrutura parte burocrática, como, por exemplo, a questão da implantação de créditos, os períodos de inscrição nos cursos que, por vezes, prejudicavam a vida acadêmica de alunos que não dispunham de horário integral para fazer o curso, atrasando-os no itens cruciais que são a conclusão dos créditos para a obtenção dos diplomas de bacharelado e licenciatura.
Contudo, no plano pedagógico, como diretor da Faculdade de Letras, o professor Afrânio Coutinho revelou-se sempre dinâmico e progressista, compensando, desse modo, deficiências pontuais de natureza burocrática.. Exemplo disso foi a criação dos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado, os quais obrigavam,, pela necessidade de sua continuidade e aperfeiçoamento, os próprios professores da Faculdade de Letras, que ainda não tinham mestrado pelo menos, a fazerem o mestrado e doutorado, ou mesmo, em alguns casos, a procurarem realizar tais cursos no exterior. Com os anos, os cursos de pós-graduação stricto sensu, coordenados por ele, se tornaram um centro de alta qualidade no país. Realizações como essas só dignificam a trajetória bem-sucedida de Afrânio Coutinho na vida acadêmica brasileira, em especial no âmbito dos estudos e ensino de literatura. Finalmente, foi também de sua iniciativa a criação da Biblioteca a Faculdade de Letras, considerada hoje a melhor de que o Rio de Janeiro dispõe na área de humanidades.
Seu dinamismo intelectual também se refletiu no plano pessoal, como é exemplo a dedicação e amor aos livros (segundo seu filho, era um leitor voraz), reunindo, ao longo da vida, uma quantidade assombrosa de obras, de documentos, de arquivos, pastas, manuscritos que ia adquirindo e que se transformou numa das mais preciosas bibliotecas particulares. Foi dessa biblioteca, de seu valioso acervo, que fundou a sua Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), espaço cultural destinado a uma multiplicidade de eventos culturais, com maior ênfase para a divulgação e conhecimento da literatura brasileira. Com a sua morte, em 2000, a biblioteca pessoa do escritor foi vendida e incorporada à Biblioteca da Faculdade de Letras da UFRJ. Nada mais justo que o fundador da Faculdade de Letras, pelo menos no plano material, se juntasse ao seu espaço de direito e de fato.
O terceiro aspecto da vida desse crítico e educador está fortemente conexionado com a sua produção literária e às suas iniciativas de poder legar à posteridade relevantes realizações no campo editorial. Foi ele quem dirigiu, orientou e planejou a ambiciosa obra Literatura no Brasil, em seis volumes (1968-1971), trabalho empreendido por uma equipe de especialistas de diversas orientações críticas, precedido cada volume de uma introdução do organizador. Essas várias introduções lhe renderam uma das melhores obras de sua produção intelectual, que é a Introdução à literatura brasileira, já traduzida para o inglês e o espanhol. Sobressai nesta obra a riqueza da bibliografia criteriosamente selecionada pelo autor, bibliografia abrangente, atualizada e fonte de consulta obrigatória para o estudioso de letras.De sua produção ressaltaria a obra A tradição afortunada, os seus estudos do Barroco, a Coleção Fortuna Crítica por ele dirigida e editada pela Civilização Brasileira, reunindo importantes textos críticos escritos por grandes nomes da literatura brasileira, além de incluir introdução ao volume, cronologia da vida e obra do autor selecionado e bibliografia ativa e passiva. Mencionaria ainda a sua prestimosa e utilíssima Enciclopédia de literatura brasileira, em 2 volumes (2001)

Sua atividade de crítico militante e combativo na imprensa (Diário de Notícias, Última hora, em livros e revistas especializadas foi fecunda e incessante. Seus diversos ensaios críticos merecem ainda ser lidos e pesquisados por estudiosos da literatura brasileira e, last but not least, seus criteriosos trabalhos de organizador de edições críticas de diversos escritores brasileiros do passado que, com suas judiciosas introduções, compõem um retrato intelectual desse escritor que, durante toda a existência, se empenhou, de corpo e alma, na defesa dos valores estéticos da produção literária brasileira, de um ensino atualizado e da profissão e valorização do professor brasileiro em todos os níveis.Seu centenário de nascimento é digno de comemoração e sua obra está ainda a merecer justificada atenção da intelectualidade brasileira.

Referências:

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 38 ed. Cultrix: São Paulo, 2001, p. 491-492
GRAY, Martin. A dictionary of literary terms. Second Edition, 3rd impression, 1994,. Longman York Press, p. 195-196.
LINS, Álvaro. Teoria literária. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1970, p. 119-150.